terça-feira, 29 de setembro de 2015

AUMENTA O PESSIMISMO DO MERCADO
Régis Varão/¹

A maioria das projeções divulgadas no Relatório Focus do Banco Central (BCB) desta semana, apresentou alteração em relação à semana anterior, com exceção da taxa de juros e dos Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) que permaneceram inalterados:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o Boletim Focus de 25.9.15 corrigiu para 9,46% a estimativa do IPCA para este ano, ante 9,34% observada na pesquisa anterior, e 9,28% divulgada há quatro semanas. A pesquisa de 26.9.14 também elevou a projeção do índice para 6,30% em 2015, ante 6,28% registrada na semana anterior, e de 6,29% há trinta dias. Para 2016, o boletim divulgado ontem elevou a estimativa do IPCA para 5,87%, ante 5,70% da semana anterior, e 5,51% divulgada há um mês;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): a pesquisa de 25.9.15 elevou a projeção do índice para 8,26% em 2015, ante 8,25% verificado no boletim anterior, e 7,69% há trinta dias. O Focus de 26.9.14 manteve estável em 5,50% a expectativa para este ano, ante 5,53% divulgado há quatro semanas. Para 2016, o boletim de 25.9.15 manteve a expectativa do IGP-DI em 5,75% nas últimas semanas, ante 5,50% registrado na pesquisa há trinta dias;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): o boletim de 25.9.15 eleva a taxa de câmbio para R$/U$3,95 no final de 2015, de R$/U$3,86 divulgado na semana anterior, e R$/U$3,50 há trinta dias. O boletim de 26.9.14 manteve em R$/U$2,45 a estimativa do câmbio para 2015, de R$/U$2,50 observado no Focus há um mês. Para 2016, a pesquisa divulgada ontem manteve em R$/U$4,00 a estimativa do câmbio, ante R$/U$3,60 da pesquisa divulgada há trinta dias. A instabilidade política mais o rebaixamento do Brasil pela agência americana de classificação de risco Standard & Poor’s têm pressionado as expectativas do mercado quanto ao comportamento presente e futuro do câmbio e de outras variáveis macroeconômicas;

(d) Taxa Selic (% a.a.): o Relatório Focus de 25.9.15 manteve em 14,25% a.a. a projeção dos juros para o final de 2015, valor observado nas últimas nove semanas. O boletim de 26.9.14 aumentou a projeção da taxa Selic para 11,38% a.a., de 11,25% a.a. divulgado na pesquisa anterior. Para 2016, o Relatório Focus de ontem elevou a estimativa do mercado para 12,50% a.a., ante 12,25% a.a. observado na semana anterior, e 12% a.a. divulgada há trinta dias;

(e) Produto Interno Bruto - PIB (Em %): a pesquisa de 25.9.15 continua corrigindo para baixo, -2,80%, o desempenho do PIB para este ano, ante -2,70% do boletim anterior e -2,26% há um mês, enquanto o Focus de 26.9.14 manteve a expectativa de crescimento do PIB em +1,01% em 2015, de +1,10% há quatro semanas. Com relação a 2016, a pesquisa divulgada ontem pelo BCB reduz o desempenho do PIB para -1%, ante declínio de 0,80% divulgado na semana anterior, e -0,40% observado há trinta dias. O indicador vem apresentando desempenho negativo nos últimos meses devido ao mau desempenho das principais variáveis macroeconômicas e ao pessimismo dos principais agentes econômicos;

(f) Produção Industrial (Em %): o Focus desta semana estima desempenho negativo de 6,65% para a indústria em 2015, sexta semana consecutiva de queda, frente à variação negativa de 6,45% da semana anterior e -5,57% observado há trinta dias, enquanto a pesquisa de 26.9.14 reduz o crescimento da indústria para +1,50% naquele ano, de +1,70% há quatro semanas. Para o próximo ano, a pesquisa de 25.9.15 reduziu o crescimento da indústria para +0,60%, de +0,20% (-0,40 p.p.) divulgado na semana anterior e +0,89% há trinta dias;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): o boletim de 25.9.15 aumentou a estimativa do superávit da balança comercial para U$11 bilhões em 2015, ante U$10 bi registrados no Focus anterior, e frente a U$8 bi divulgado há trinta dias. Já o boletim de 26.9.14 manteve o superávit em U$9 bilhões para 2015, de U$8 bi divulgados há quatro semanas. Para 2016, o Focus divulgado ontem elevou a projeção do superávit para U$23,50 bi, ante U$ 21,30 bilhões observados no boletim anterior e U$16,80 bi há trinta dias;

(h) Investimento Estrangeiro Direto-IED (U$ Bilhões): a pesquisa de 25.9.15 manteve pela sétima semana consecutiva a expectativa de crescimento do IED em U$65 bilhões para 2015, enquanto o relatório de 26.9.14 manteve em U$ 57 bilhões. A pesquisa desta semana reduziu a estimativa do IED para U$62,30 bi em 2016, de U$63 bilhões observados na semana anterior e U$65 bi há quatro semanas.

Portanto, continua o pessimismo do mercado, com a economia sem perspectivas de solução no médio prazo, enquanto o governo não consegue aprovar as medidas de ajustes fiscais no Congresso Nacional. Enquanto isso, a população paga mais caro por bens e serviços, o crédito encarece, o desemprego sobe, a inadimplência aumenta e a taxa de câmbio continua subindo.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais, educador financeiro e palestrante nas áreas de educação financeira, finanças pessoais e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Visite o site www.ravecofinancas.com.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

PESSIMISMO DO CONSUMIDOR AUMENTA EM SETEMBRO
Régis Varão/¹

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia-IBRE/FGV, recuou 5,3% em set/15, registrando o menor nível da série histórica pelo terceiro mês consecutivo.

O ICC atingiu 76,3 pontos em set/15, quando recuou 5,3% ante o mês anterior (80,6), e decresceu 25,9% ante set/14, quando atingiu 103 pontos.  A média histórica dos últimos cinco anos do ICC está em 110,2 pontos, +44,4% quando comparada a set/15. Segundo Viviane Bittencourt, Coordenadora da Sondagem do Consumidor, “A queda do ICC em setembro decorre da deterioração dos fatores que vêm determinando a piora das expectativas ao longo dos últimos 12 meses: enfraquecimento da atividade econômica, com reflexo crescente no mercado de trabalho, aceleração da inflação e aumento da incerteza.”

Os consumidores com renda familiar mensal entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800,00 e acima de R$ 9,6 mil, registraram a maior queda da confiança em setembro deste ano, com respectivamente -8,4% e -7,4%. Já os consumidores com renda familiar mensal até R$ 2.100,00 e entre R$ 4.800,01 e R$ 9.600,00, apresentaram a menor queda da confiança em set/15, com -2,9% e -1%, respectivamente. Cabe observar que em todas as faixas de renda, o nível de confiança atingiu o mínimo histórico dos últimos 10 anos.

O Índice da Situação Atual (ISA) atingiu 67,1 pontos em setembro deste ano, ante 71,4 em ago/15, e 104,8 observado em set/14. No período ago-set/15, o ISA recuou 6%, atingindo novo mínimo histórico pela sexta vez em 2015, enquanto com relação a set/14 o ISA recuou 36%.

Já o Índice de Expectativas (IE) atingiu 81,1 pontos em set/15, novo mínimo da série, ante 85,7 no mês anterior, e 102,2 pontos verificados em set/14. No período ago-set/15, o IE declinou 5,4%, e recuou cerca de 21% quando comparado a set/14 (102,2). O indicador que afere o grau de satisfação com a situação econômica atual atingiu o mínimo histórico (17,8 pontos), pela primeira vez ficou inferior a 20 pontos. Apenas 3% dos consumidores afirmam que a situação econômica está “boa”, enquanto 85,2% respondem estar “ruim”. Considerando o nível de pessimismo atual, apenas 9,3% dos consumidores brasileiros preveem comprar mais nos próximos seis meses, enquanto 46,5% dizem que as compras serão menores que as realizadas em seis meses anteriores.

Portanto, o ICC e seus componentes ISA e IE, têm apresentando resultados medíocres ao longo dos últimos meses, contaminados em grande parte pelo incremento do desemprego, aumento da inflação e dos juros, crescimento do endividamento das famílias e elevação das expectativas negativas do mercado, conforme apresenta o último Boletim Focus do Banco Central desta semana.


¹/ Consultor de Finanças Pessoais, educador financeiro e palestrante nas áreas de educação financeira, finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central. Visite o site www.ravecofinancas.com.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

FAMÍLIAS MAIS ENDIVIDADAS EM AGOSTO
Régis Varão/¹

O percentual de famílias com dívidas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro atingiu 62,7% em ago/15, após dois meses consecutivos de queda, segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), a partir de jan/10, em todas as capitais do País e o Distrito Federal, com cerca de 18 mil consumidores.

O percentual de famílias endividadas passou de 61,9% em jul/15 para 62,7% em agosto deste ano, tendo apresentado redução de 0,9 p.p. ante ago/14 (63,6%). A elevação do número de famílias com dívidas foi observada em ambas as faixas de renda, até 10 Salários Mínimos (SM) e acima de 10 SM, na comparação mensal, enquanto na comparação anual, nas duas faixas de renda apresentaram tendência declinante.

O percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso atingiu 22,4% em ago/15, 0,9 p.p. acima do valor observado no mês anterior, e subiu 3,2 p.p. frente à ago/14. Segundo a CNC, “A proporção de famílias com contas ou dívidas em atraso aumentou, em agosto de 2015, pelo sexto mês consecutivo.”

Com relação às famílias que declararam não ter condições de pagar suas dívidas, e que permaneceram inadimplentes, houve elevação nas duas bases de comparação (mensal de anual), passando de 8,1% em jul/15 para 8,4% no mês seguinte, e na comparação anual subiu 1,9 p.p. tendo registrado 6,5% em ago/14. O relatório da CNC afirmou que “Adicionalmente, houve piora na percepção das famílias em relação a sua capacidade de pagamento, e o percentual de famílias que disseram não ter condições de pagar suas contas em atraso atingiu o maior patamar desde junho de 2011. Apesar da moderação no crescimento do crédito, a alta do custo do crédito e o cenário menos favorável do mercado de trabalho exerceram impactos negativos nos indicadores de inadimplência.”

Quanto ao nível de endividamento, a proporção de famílias que se declararam muito endividadas subiu de 12,9% em jul/15 para 13,6% em ago/15, enquanto na comparação anual também registrou elevação, ao registrar 11,8% em ago/14. A parcela de famílias que declarou estar mais ou menos endividada saiu de 23,3% em jul/15 para 24% no mês seguinte, mas inferior ao dado observado em ago/14 (24,8%).

Ainda com relação ao nível de endividamento, o percentual de famílias que se declarou estar pouco endividado caiu de 25,7% em jul/15 para 25,1% no mês seguinte, inferior 1,9 p.p. quando comparada a ago/14 (27%). Com relação aos que declararam não terem dívidas desse tipo, o percentual decresceu de 37,9% em jul/15 para 37,1% no mês seguinte, tendo registrado 36% em agosto de 2014.

O cartão de crédito há meses é apontado como o principal tipo de dívida das famílias, tendo em agosto de 2015 atingido 77,7%. O segundo tipo de dívida mais preferido pelas famílias são os carnês de lojas com 16,5%, seguido por financiamento de carro (13,9%), crédito pessoal com 8,7%, financiamento de casa (8,3%), cheque especial com 6,4%, crédito consignado (4,5%), outras dívidas com 2,2% e cheque pré-datado (1,9%).

Com relação às famílias com renda acima de 10 SM, os principais tipos de dívida observados em ago/15 foram: cartão de crédito (73,1%), financiamento de carro (28,2%), financiamento de casa (17,1%), crédito pessoal (10,7%) e cheque especial com 10,5%. Já com relação às famílias com renda até 10 SM, os principais tipos de dívida em ago/15 foram: cartão de crédito (78,7%), carnês de loja (18%), financiamento de carro (10,9%), crédito pessoal (8,2%) e financiamento de casa com 6,4%. O cartão de crédito ocupa sempre o primeiro lugar na preferência das famílias nas duas faixas de renda, enquanto carnês de loja ficam em segundo para os com renda até 10 SM e financiamento de carro ocupa essa posição para os consumidores acima de 10 SM.

Portanto, os juros e inflação elevados, o aumento do desemprego, o crédito mais caro e o atual momento político-econômico desfavorável têm contribuído para pressionar negativamente os indicadores de inadimplência nos últimos meses.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante com experiência em educação financeira, finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura econômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Visite o site www.ravecofinancas.com.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

PIORAM AS ESTIMATIVAS DO MERCADO
Régis Varão/¹

A maioria das projeções do Relatório Focus do Banco Central (BCB), de 18.9.15, apresentou alteração em relação à semana anterior, com exceção da taxa Selic, do saldo da balança comercial e dos investimentos estrangeiros diretos (IED) que se mantiveram estáveis.

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o Boletim Focus de 18.9.15 corrigiu para 9,34% a estimativa do IPCA para 2015, ante 9,28% observada na pesquisa anterior, e 9,29% há quatro semanas. A pesquisa de 19.9.14 reduziu a projeção do índice para 6,28% em 2015, de 6,29% registrado na semana anterior. Para o próximo ano, o boletim divulgado ontem elevou a estimativa do índice para 5,70%, de 5,64% da pesquisa anterior, e 5,50% divulgada há trinta dias;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): a pesquisa de 18.9.15 elevou a estimativa do índice para 8,25%, +0,48 p.p., ante a semana anterior quando atingiu 7,77%, e 7,69% há trinta dias, para 2015. O Focus de 19.9.14 reduziu para 5,50% a projeção para 2015, ante 5,52% da semana anterior e 5,50 há trinta dias. O boletim de 18.9.15 elevou a expectativa do IGP-DI para 5,75% em 2016, ante 5,57% registrado na pesquisa anterior;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): o boletim de 18.9.15 corrige a taxa de câmbio para R$/U$3,86 no final de 2015, de R$/U$3,70 divulgado na semana anterior e R$/U$3,50 há trinta dias. As projeções do mercado já estão se aproximando de R$/U$4,00. O boletim de 19.9.14 manteve em R$/U$2,45 a estimativa do câmbio para 2015, de R$/U$2,50 há quatro semanas. Para 2016, a pesquisa divulgada ontem elevou a estimativa do câmbio para R$/U$4,00, ante R$/U$3,80 da pesquisa anterior e R$/U$3,60 divulgada há trinta dias. O câmbio vem apresentando correções altistas nos últimos meses para o período 2015-16, devido aos inúmeros problemas observados na economia nacional;

(d) Taxa Selic (% a.a.): o Relatório Focus de 18.9.15 manteve em 14,25% a.a. a projeção dos juros para o final de 2015, valor observado nas últimas oito semanas. O boletim de 19.9.14 reduziu a projeção da taxa Selic para 11,25% a.a., de 11,50% a.a. divulgado na semana anterior, e 12% a.a. há quatro semanas. Para 2016, a pesquisa de ontem elevou a estimativa do mercado para 12,25% a.a., ante 12% a.a. observado nas últimas semanas;

(e) Produto Interno Bruto - PIB (Em %): a pesquisa de 18.9.15 corrige para baixo, -2,70%, o (mau) desempenho do PIB para 2015, ante -2,55% do boletim anterior e -2,06% há quatro semanas, enquanto o Focus de 19.9.14 reduziu a expectativa do mercado para +1,01% em 2015, de +1,04% há uma semana e +1,20% há trinta dias. Com relação ao próximo ano, a pesquisa desta semana reduz o desempenho do PIB para -0,80%, ante declínio de 0,60% divulgado na semana anterior, e -0,24% observado há quatro semanas. O indicador vem apresentando desempenho negativo nos últimos meses devido ao medíocre desempenho da economia como um todo, associado às expectativas pessimistas dos agentes econômicos quanto ao comportamento dos diversos setores da econômica neste final de 2015 e em 2016;

(f) Produção Industrial (Em %): o Focus desta semana estima desempenho negativo de 6,45% para a indústria em 2015, ante -6,20% da semana anterior e -5,20% há trinta dias, enquanto a pesquisa de 19.9.14 eleva para +1,60% a projeção do mercado para 2015. Para o próximo ano, a pesquisa de 18.9.15 reduziu o crescimento da indústria para +0,20%, de +0,50% divulgado na semana anterior e +1% há trinta dias;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): o boletim de 18.9.15 manteve estável o superávit da balança comercial em U$10 bilhões para 2015, ante U$8 bi registrados há trinta dias, enquanto o boletim de 19.9.14 manteve o superávit em U$9 bilhões, de U$8 bi divulgados há quatro semanas. Para 2016, o Focus desta semana elevou o superávit para U$21,30 bi, ante U$ 20 bilhões observados na semana anterior e U$16,80 bi há trinta dias;

(h) Investimento Estrangeiro Direto-IED (U$ Bilhões): a pesquisa de 18.9.15 manteve a estimativa do IED em U$65 bilhões para 2015, enquanto o Focus de 19.9.14 reduziu para U$ 57 bilhões. A pesquisa desta semana reduziu a estimativa do IED para U$63 bi em 2016, de U$64,90 bilhões observados na semana anterior e U$65 bi há quatro semanas.

Portanto, o pessimismo do mercado quanto ao desempenho das variáveis macroeconômicas para os próximos meses está associado, em grande parte, aos problemas de ordem política em andamento, que associados à instabilidade econômica, aprovação do pacote econômico de 14.9.15, tem contribuído para elevar o pessimismo dos agentes econômicos e levar desesperança à população brasileira.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais, educador financeiro e palestrante nas áreas de educação financeira, finanças pessoais e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Visite o site www.ravecofinancas.com.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

VENDAS NO VAREJO CONTINUAM CAINDO
Régis Varão/¹

A Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada em 17.9.15 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), produz indicadores do comércio varejista que permitem acompanhar o desempenho do setor e de seus principais segmentos. A PMC trabalha com empresas que possuem 20 ou mais pessoas ocupadas, tenham receita bruta predominantemente da atividade comercial varejista, abrange dez grupos de atividades e está distribuída em todas as unidades da federação.

Em julho deste ano, o comércio varejista apresentou decréscimo de 1% no volume de vendas, ficando praticamente estável o indicador da receita nominal (0,1%), ambas as comparações em relação a jun/15, na série livre de sazonalidade. Quanto às vendas, temos o sexto declínio consecutivo na comparação mensal. Na comparação jul/15 frente a igual mês do ano anterior, na série sem ajuste sazonal, o varejo indicou, em volume de vendas, queda de 3,5% ante jul/14, acumulando redução de 2,4% no período jan-jul/15. A taxa anualizada, acumulado no período ago/14-jul/15, recuou 1,0% em jul/15, e registrou perda mais forte do que a observada em jun/15 com -0,8%, mantendo assim a trajetória declinante iniciada em jul/14 com 4,3%. Para esses indicadores, a receita nominal de vendas apresentou crescimento: 4,2% ante jul/14 e para o acumulado no ano, e 5,3% no acumulado no período ago/14-jul/15.

O varejo ampliado - inclui o varejo e as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção - volta a apresentar crescimento em jul/15 quando comparado ao mês anterior, na série com ajuste sazonal, para o volume de vendas (0,6%) e para receita nominal (1,1%). Em relação a jul/14, registrou declínio de 6,8% para as vendas. No acumulado, os resultados foram -6,5% no ano e -4,9% nos últimos 12 meses.

O declínio de 1% no volume de vendas entre junho e jul/15, na série com ajuste sazonal, teve predomínio de variações negativas, alcançando sete dos oito segmentos observados. Quanto aos resultados temos: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, -5,5%; Móveis e eletrodomésticos, -1,7%; Livros, jornais, revistas e papelaria, -1,3%; e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos com -1,1%. Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo com -1%, maior peso na estrutura do varejo, e Tecidos, vestuário e calçados, também com variação de -1%, registram mesma taxa igual da média das vendas no varejo. Combustíveis e lubrificantes com -0,4% apresentou variação negativa, enquanto Outros artigos de uso pessoal e doméstico ficou estável com 0% nessa comparação. O comércio varejista ampliado registrou variação foi positiva de 0,6%, após sete meses de variações negativas consecutivas. O resultado foi influenciado, em grande parte, pelo avanço de 5,1% entre jun/15 e o mês seguinte de Veículos e motos, partes e peças, na medida que Material de construção voltou a recuar com -2,4%, após subir 5,3% em jun/15.

Em jul/15, varejo caiu 3,5% na comparação com Jul/14 em seis das oito atividades pesquisadas: Móveis e eletrodomésticos com -12,8%; Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo com -2,1%; Tecidos, vestuário e calçados com -8,1%; Combustíveis e lubrificantes com -3,6%; Livros, jornais, revistas e papelaria com -9,2%; Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação com -5,2%. Por outro lado, Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria; e Outros artigos de uso pessoal e doméstico, com taxas, respectivamente, de 1,6% e 0,3% foram os segmentos que apresentaram incrementos das vendas no varejo em relação a jul/14.

Na comparação de jul/15 com igual período do ano anterior temos os segmentos com desempenho positivo: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, +1,6% e Outros artigos de uso pessoal e doméstico com +0,3%. Em termos de variação acumulada temos: +4,6% e +3,4% no ano, +6,1% e +5% nos últimos 12 meses. Os preços dos produtos farmacêuticos, que em 12 meses subiram 6,8%, mais a relevância dos produtos comercializados são os principais fatores que explicam o desempenho positivo do segmento.

O varejo ampliado registrou queda de 6,8% em jul/15 no volume de vendas, ante jul/14. Este desempenho reflete, por outro lado, o comportamento das vendas de Veículos, motos, partes e peças, que caiu 13,3% sobre jul/14. As taxas acumuladas foram de -15,3% em sete meses e 13,1% nos últimos 12 meses. Quanto ao segmento de Material de construção, as variações para o volume de vendas foram de -7,1% sobre jul/14, e taxas de -5% acumulada em sete meses e de -3,5% nos últimos 12 meses. Em ambos os segmentos, os resultados foram pressionados pelo declínio da atividade econômica, redução do crédito e aumento da inadimplência do consumidor.

Dos 27 estados brasileiros, vinte apresentaram decréscimos no volume de vendas quando comparado a jun/15, na série com ajuste sazonal. As taxas variaram de -4,9% no Estado do Amapá a -0,3% em Minas Gerais. No Maranhão, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal o volume de vendas se manteve estável nessa comparação. Por outro lado, com aumento no varejo temos os seguintes estados: Roraima +2,7%, Pará +1,6%, Paraíba +1,3% e Amazonas +0,3%.

Com relação a jul/14, a redução das vendas no varejo alcançou vinte e dois dos 27 estados. Os destaques foram: Amapá com -17,4% e Alagoas com -11,7%. Quanto à participação na composição da taxa do varejo temos: São Paulo com -3,8%; Rio de Janeiro com -4,0%; e Rio Grande do Sul com -7,1%.

No varejo ampliado, o decréscimo de 6,8% em relação a jul/14 foi acompanhada por quase todos os 27 estados. Roraima, com +2,7%, foi o único que apresentou variação positiva na comparação com jul/14. O desempenho negativo de São Paulo com -5,1%, Rio Grande do Sul e Paraná, respectivamente com -12,2% e Rio de Janeiro com -5,5% formam as principais pressões sobre a taxa agregada do varejo ampliado.

Portanto, o comércio varejista apresentou desempenho medíocre em julho deste ano, ante o mês anterior e também em relação a igual período de 2014, devido em grande parte à conjuntura econômica desfavorável, aumento da inadimplência e redução da oferta de crédito.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais, educador financeiro e palestrante nas áreas de educação financeira e corporativa, finanças pessoais e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central. Visite o site www.ravecofinancas.com.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

PIORAM AS EXPECTATIVAS DO MERCADO
Régis Varão/¹

As estimativas do Boletim Focus de 11.9.15, do Banco Central (BCB), foram corrigidas novamente para este ano e o próximo em praticamente todas as variáveis pesquisadas. O relatório é semanal, contempla cerca de 100 instituições financeiras e consultorias, e não reflete posicionamento do BCB:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o Boletim Focus de 11.9.15 corrigiu para 9,28% a estimativa do IPCA para 2015, de 9,29% observada na pesquisa anterior, e 9,32% há quatro semanas. A pesquisa de 12.9.14 manteve estável a projeção do índice em 6,29% nas duas últimas pesquisas para 2015, ante 6,25% há trinta dias. Para 2016, o boletim divulgado hoje elevou a estimativa do índice para 5,64%, de 5,58% da pesquisa anterior, e 5,44% verificada há um mês;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): a pesquisa de 11.9.15 elevou a estimativa do índice para 7,77% em 2015, ante 7,75% da semana anterior e 7,67% há trinta dias. O Focus de 12.9.14 manteve em 5,52% a projeção do mercado para 2015, ante 5,50% observado há trinta dias. O boletim de 11.9.15 subiu a estimativa do IGP-DI para 5,57% em 2016, ante 5,50% registrado nas últimas semanas;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): o boletim de 11.9.15 corrige a taxa de câmbio para R$/U$3,70 no final de 2015, de R$/U$3,60 divulgado na semana anterior e R$/U$3,48 há trinta dias. O boletim de 12.9.14 reduziu para R$/U$2,45 a estimativa do câmbio para 2015, de R$/U$2,50 há um mês. Para 2016, a pesquisa Focus divulgada hoje elevou a estimativa do câmbio para R$/U$3,80, ante R$/U$3,70 da pesquisa anterior e R$/U$3,60 estimada há quatro semanas. O câmbio vem apresentando correções altistas nos últimos meses para 2015 e 2016, devido à instabilidade verificada na economia brasileira, o que pressiona as expectativas quanto ao comportamento dos preços futuros;

(d) Taxa Selic (% a.a.): o Focus de 11.9.15 manteve em 14,25% a.a. a projeção da Taxa Selic para o final deste ano, valor observado nas últimas sete semanas. O boletim de 12.9.14 reduziu a estimativa da taxa de juros para 11,50% a.a., de 11,63% a.a. divulgado na semana anterior, e 11,75% a.a. há quatro semanas. Para 2016, o Focus de hoje manteve a projeção do mercado em 12% a.a., valor observado nas três semanas anteriores;

(e) Produto Interno Bruto - PIB (Em %): a pesquisa de 11.9.15 corrige novamente para baixo, -2,55%, o decréscimo do PIB para 2015, ante -2,44% do boletim anterior e -2,01% há quatro semanas, enquanto o Focus de 12.9.14 reduziu a expectativa do mercado para +1,04% em 2015, de +1,20% há trinta dias. Com relação a 2016, a pesquisa desta semana reduz o desempenho do PIB para -0,60%, ante declínio de 0,50% divulgado na semana anterior, e -0,15% observado há quatro semanas. O indicador vem apresentando desempenho negativo nos últimos meses devido ao mau desempenho da atividade econômica, inflação e juros elevados, redução nas vendas do comércio etc, mas também devido ao grau de incertezas da economia e da política nacional;

(f) Produção Industrial (Em %): o Focus desta semana estima em -6,20% o declínio da indústria para 2015, ante -6% da semana anterior e -5% há trinta dias, enquanto a pesquisa de 12.9.14 manteve em +1,50% a projeção do mercado para 2015. Para 2º próximo ano, a pesquisa de 11.9.15 reduziu o crescimento da indústria para +0,50%, de +0,72% divulgado na semana anterior e +1% há trinta dias;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): o boletim de 11.9.15 elevou o superávit da balança comercial para U$10 bilhões em 2015, ante U$8,90 bi registrados na semana anterior e U$8 bi verificados há trinta dias, enquanto o boletim de 12.9.14 elevou o superávit para U$9 bilhões, de U$8,50 bi da semana anterior e U$8 bi há quatro semanas. Para 2016, o Focus desta semana manteve o superávit em U$20 bi, ante U$ 15,19 bilhões observados há um mês;

(h) Investimento Estrangeiro Direto-IED (U$ Bilhões): a pesquisa de 11.9.15 manteve a estimativa do IED em U$65 bilhões para 2015, enquanto o Focus de 12.9.14 elevou para U$57,70 bilhões. A pesquisa desta semana elevou a estimativa do IED para U$64,90 bi em 2016, de U$63,95 bilhões observados na semana anterior e U$65 bi há quatro semanas.

Portanto, o mau desempenho das variáveis macroeconômicas nos últimos meses, associada à instabilidade de ordem política, tem contribuído para elevar o pessimismo do mercado, situação agravada nos últimos dias com a decisão da agência americana de classificação de risco Standard & Poor’s de cortar o grau de investimento do País.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais, educador financeiro e palestrante nas áreas de educação financeira e corporativa, finanças pessoais e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Visite o site www.ravecofinancas.com.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

MERCADO MAIS PESSIMISTA CORRIGE PROJEÇÕES
Régis Varão/¹

As estimativas do Boletim Focus de 4.9.15, do Banco Central (BCB), apresentaram correções para 2015 e 2016 em praticamente todas as variáveis macroeconômicas pesquisadas. O relatório é semanal, contempla cerca de 100 instituições financeiras e consultorias, e não reflete posicionamento do BCB:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): o Boletim Focus de 4.9.15 corrigiu para 9,29% a estimativa do IPCA para 2015, de 9,28% na pesquisa anterior e de 9,32% há quatro semanas. A pesquisa de 5.9.14 manteve estável a estimativa do índice em 6,29% para 2015, ante 6,25% há quatro semanas. Para 2016, o Focus divulgado nesta semana elevou a estimativa para 5,58%, de 5,51% do boletim anterior, e de 5,43% há trinta dias;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): a pesquisa de 4.9.15 elevou a estimativa do índice para 7,75% em 2015, ante 7,69% da semana anterior e 7,66% há trinta dias. O Focus de 5.9.14 reduziu para 5,52% em 2015, ante 5,53% da pesquisa anterior e 5,50% há trinta dias. O boletim de 4.9.15 manteve a estimativa do IGP-DI para 2016 em 5,50%, valor observado nos últimos meses;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): o boletim de 4.9.15 corrige a taxa de câmbio para R$/U$3,60 para o final de 2015, de R$/U$3,50 divulgado na semana anterior e R$/U$3,40 há trinta dias. O boletim de 5.9.14 manteve em R$/U$2,49 a estimativa do câmbio para 2015. Para 2016, a pesquisa Focus desta semana elevou a taxa de câmbio para R$/U$3,70, ante R$/U$3,60 da pesquisa anterior e R$/U$3,50 há trinta dias. O câmbio vem apresentando grandes correções altistas nos últimos meses para este ano e o próximo, o que tende a impactar fortemente para cima as expectativas quanto ao comportamento dos indicadores de inflação;

(d) Taxa Selic (% a.a.): o Focus de 4.9.15 manteve em 14,25% a.a. a projeção da Taxa Selic para o final deste ano, valor observado nas últimas seis semanas. O boletim de 5.9.14 reduz para 11,63% a.a., de 11,75% a.a. divulgado na semana anterior, e de 12% a.a. observado há quatro semanas. Para o próximo ano, o Focus desta semana manteve a projeção do mercado em 12% a.a., valor observado nas pesquisas anteriores;

(e) Produto Interno Bruto - PIB (Em %): a pesquisa de 4.9.15 corrige fortemente para baixo, -2,44%, o desempenho do PIB para 2015, ante -2,26% do boletim anterior e -1,97% há quatro semanas, enquanto o Focus de 5.9.14 manteve estável a projeção de crescimento do PIB em +1,10% para este ano. Com relação a 2016, a pesquisa desta semana reduz o desempenho anual do PIB para -0,50%, ante declínio de 0,40% divulgado no Focus anterior, e 0% observado há quatro semanas. O indicador vem apresentando decréscimo nos últimos meses devido ao mau desempenho da atividade industrial, das vendas do comércio, dos juros e preços elevados entre outros;

(f) Produção Industrial (Em %): o Focus desta semana estima em -6% o declínio da indústria para 2015, ante -5,57% da semana anterior e -5,21% há trinta dias, enquanto a pesquisa de 5.9.14 reduziu a estimativa de crescimento da atividade industrial para +1,50% em 2015. Para 2016, a pesquisa de 4.9.15 reduziu o crescimento da indústria para +0,72%, de +0,89% divulgado na semana anterior e +1,15% há trinta dias;

(g) Balança Comercial (U$ Bilhões): o boletim de 4.9.15 elevou o superávit da balança comercial para U$8,90 bilhões para 2015, ante U$8 bi registrados na semana anterior e U$7,70 bi há trinta dias, enquanto o boletim de 5.9.14 elevou o superávit para U$8,50 bilhões, de U$8 bi da semana anterior e U$9 bi há quatro semanas. Para 2016, o último Focus eleva o superávit para U$20 bi, ante U$ 16,80 bi da semana anterior e U$ 15 bi observados há um mês;

(h) Investimento Estrangeiro Direto-IED (U$ Bilhões): a pesquisa de 4.9.15 manteve a estimativa do IED em U$65 bilhões para 2015, enquanto o Focus de 5.9.14 registrava U$56 bilhões. A pesquisa desta semana reduziu a estimativa do IED para U$63,95 bi para 2016, de U$65 bilhões observados nas pesquisas anteriores.

Diversos fatores têm contribuído para a elevação do pessimismo do mercado, entre eles: retração da atividade econômica, desemprego e juros em alta, queda nas vendas do comércio, elevação da inadimplência, declínio da atividade industrial, correções no câmbio, redução nos índices de confiança dos empresários e consumidores entre outros.

Portanto, a retração da atividade econômica, a elevação dos preços, a alta do desemprego, a queda nas vendas do comércio, os juros elevados e o rebaixamento do Brasil pela agência americana de classificação de risco Standard & Poor’s deverão contaminar as expectativas do mercado. A decisão da S&P refletirá em mais desemprego, mais inflação e retração da atividade econômica, piorando ainda mais o desempenho dos indicadores macroeconômicos.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais, educador financeiro e palestrante nas áreas de educação financeira e corporativa, finanças pessoais e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central do Brasil. Visite o site www.ravecofinancas.com.