quinta-feira, 28 de agosto de 2014

EXPECTATIVA DO CONSUMIDOR RECUA EM AGOSTO
Consultor Régis Varão/¹

O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), atingiu 108,3 pontos em ago/14, ante 109,5 observados no mês anterior, e 110,3 registrados em ago/13. Quando comparado a jan/14 (113,9), o índice de agosto caiu 4,92%, e entre julho e ago/14, o indicador decresceu 1,10%.

Assim, o decréscimo observado em agosto, ofusca o crescimento  apresentado no mês anterior, e fica no mesmo nível do período fev-abr/14, e inferior aos patamares verificados em anos anteriores.

Os resultados observados nos primeiros sete meses de 2014 mostram declínio na percepção do comportamento do consumidor e piora o ânimo do mesmo em agosto. Segundo a CNI, “O índice encontra-se 1,8% abaixo do registrado em agosto de 2013 e permanece entre os menores valores desde março de 2009, superando apenas os meses de maio e junho de 2014.” O declínio do índice reforça o cenário de expectativas negativas do consumidor.

Os fatores que mais contribuíram para o declínio do indicador em agosto foram:

(a) Expectativa de Inflação: em ago/14 atinge 96,3 pontos, ante 104,2 observados no mês anterior, declínio de 7,58%. A queda desse índice revela aumento da preocupação do consumidor com o desempenho dos preços nos próximos meses;

(b) Situação Financeira: cai para 107,1 pontos em ago/14, de 109,9 observados em jul/14, queda de 2,55%, mostrando elevação das expectativas negativas quanto ao indicador nos próximos meses. Quando comparada a jan/14, o INEC de agosto registra decréscimo de 5,56%. Esse indicador apresenta aumento do maior número de consumidores que percebem piora em sua situação financeira nos últimos três meses;

(c) Endividamento: declina 1,62% entre jul/14 (105,1) e agosto (103,4), e apresenta redução de 3,9% ante jan/14 (107,6). O resultado mostra que mais pessoas afirmam estar mais endividada em agosto que nos últimos três meses;

(d) Expectativa de Desemprego: atinge 115 pontos em ago/14, ante 106,6 observados em jul/14, decréscimo de 1,37%, e registra queda de 12,8% quando comparada a jan/14 (131,9), mas se aproxima do indicador verificado em set/13 (115,3);

(e) Expectativa da renda pessoal: declina para 109,4 pontos em ago/14, de 110,7 observado no mês anterior, queda de 1,17%. Quando comparado a jan/14 o INEC de agosto registra queda de 5,53%;

(f) Compras de bens de maior valor: diferentemente dos demais componentes do indicador geral, as compras de maior valor apresentam variação positiva de 3,72% em agosto (114,3), ante 110,2 pontos em jul/14, e apresenta incremento de 1,15% quando comparada a jan/14.

Portanto, as preocupações dos consumidores brasileiros quanto ao comportamento da inflação está se elevando e lidera entre os componentes do INEC. Embora o indicador de julho tenha ajudado a reverter temporariamente a queda do índice no primeiro semestre de 2014, o decréscimo apresentado em agosto demonstra forte preocupação do consumidor com a inflação.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante, Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do BACEN. Acessar www.ravecofinancas.com.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS AUMENTA EM AGOSTO
Consultor Régis Varão/¹

O endividamento das famílias brasileiras vem apresentando elevação nos últimos meses, subindo para 63% em jul/14, e atingindo 63,6% em agosto, o maior percentual observado nos últimos treze meses, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC).

O percentual de famílias endividadas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro atingiu 63,6% em ago/14, elevando-se 0,6 p.p. em relação ao mês anterior. O percentual de famílias com contas ou dívidas em atraso passou de 18,9% em jul/14 para 19,2% em agosto, inferior ao observado em ago/13 (21,8%). A pesquisa aponta que o percentual de famílias que declararam não terem condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso, e que permanecem inadimplentes caiu de 6,6% em jul/14 para 6,5% em agosto, ante 7% observado em ago/13.

Segundo a PEIC, “O aumento do número de famílias endividadas, na comparação com o mês imediatamente anterior, foi observado em ambos os grupos de renda pesquisados.” Na comparação anual, o aumento se deu apenas para o grupo de renda acima de 10 SM (salários mínimos), e para as famílias da faixa de renda inferior, o indicador manteve-se inalterado.

Ainda de acordo com a pesquisa, para famílias que ganham até 10 SM, o percentual de famílias com dívidas atingiu 64,8% em ago/14, ante 64,3% em jul/14 e 64,8% em ago/13. Para as famílias com renda superior a 10 SM, o percentual de famílias endividadas subiu de 57% em jul/14 para 57,6% em ago/14, enquanto em ago/13, o percentual de famílias endividadas nesse grupo de renda ficou em 54,7%.

O número de famílias que se declara muito endividadas manteve-se praticamente estável entre jul/14 (11,9%) e ago/14 (11,8%), mas abaixo do observado em ago/13 (13,3%). O percentual de famílias que se declara mais ou menos endividadas subiu de 24,5% em julho para 24,8% em ago/14, acima 1 p.p. do observado em ago/13. A proporção de famílias que se declara pouco endividadas subiu para 27% em ago/14, ante 26,6% em jul/14, e acima 1,1 p.p. do verificado em ago/13.

Nos últimos meses o cartão de crédito vem liderando como o principal tipo de dívida, e em ago/14 atinge 75,8% das famílias endividadas. Embora tenha declinado quando comparado a jul/14 (76,6%), posiciona-se distante da dívida com carnês (17%), segundo colocado. Em terceira posição o financiamento de carro (13,4%), seguido de crédito pessoal (9,6%), financiamento de casa (7,3%), cheque especial (5,3%) e crédito consignado (4,2%). Cabe observar que nos últimos meses essa ordem de classificação mantém-se inalterada.

Segundo a PEIC, para famílias com renda até 10 SM, cartão de crédito (76,9%), carnês (18,1%), financiamento de carro (10,4%) e crédito pessoal (9,2%) foram os principais tipos de dívida apontados. Já para famílias com renda acima de 10 SM, os principais tipos de dívida em ago/14 foram: cartão de crédito (71,4%), financiamento de carro (27,1%), financiamento de casa (15,7%) e carnês (11,8%).

O endividamento com cartão de crédito tem custo elevado, pois além de comprometer a capacidade de pagamento das famílias, interfere negativamente na qualidade de vida delas, tendo em vista que os encargos cobrados por atraso atingem dois dígitos ao mês, ultrapassando com folga três dígitos ao ano.

Considerando os sete mais importantes tipos de dívida apresentados na pesquisa, nos meses de julho e agosto deste ano, o endividamento com cartão de crédito (-0,8 p.p.), crédito consignado (-0,4 p.p.), financiamento de casa (-0,3 p.p.) e crédito pessoal (-0,2 p.p.) apresentaram os maiores declínios. Por outro lado, nas dívidas com carnês (+0,7 p.p.) e financiamento de carro (+0,2 p.p.) foram registradas incrementos no período, sendo, o cheque especial, o único a manter-se inalterado no período.

O desconhecimento de educação financeira, planejamento financeiro e até mesmo de rudimentos de matemática financeira tem prejudicado as famílias no que se refere à elevada participação do cartão de crédito como principal tipo de dívida familiar, tendo em vista os juros praticados no segmento, enquanto o crédito consignado, que pratica juros relativamente baixos, vem declinando em participação na dívida das famílias ao longo dos últimos meses.

Portanto, o conhecimento de ferramentas básicas de finanças pessoais, além de contribuir para reduzir o nível de endividamento das famílias, indiretamente melhora a qualidade de vida das pessoas, e ajuda a elevar a produtividade da economia como um todo.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante, Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do BACEN. Acessar http://www.ravecofinancas.com.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

CONFIANÇA DO CONSUMIDOR É A MENOR DESDE 2009
Consultor Régis Varão/¹

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), divulgado esta semana, após avançar no período jun-jul/14, mostrou recuo de 4,3% em ago/14 (102,3 pontos), ante o mês anterior (106,9), atingindo naquele mês o menor nível desde abr/09 ao registrar 99,7 pontos, e bem abaixo do observado em ago/13 (112,9).

Segundo Viviane Seda, da FGV/IBRE, a confiança do consumidor diminui e decepciona aqueles que esperavam a reversão da tendência de queda iniciada há dois anos. O resultado foi influenciado pela insatisfação dos consumidores com o estado geral da economia. Seda, no informe anterior, ao se referir a alta do ICC em jul/14 afirmou: “a elevação no índice de confiança do consumidor é uma boa notícia, mas parte do resultado pode ter sido influenciado pelos acontecimentos observados em torno das festividades da Copa do Mundo nas cidades pesquisadas.”

A avaliação dos consumidores em ago/14, tanto em relação à situação atual quanto as expectativas em relação aos meses futuros registraram piora. O Índice da Situação Atual (ISA) passou de 113,0 pontos em jul/14 para 107,2 no mês seguinte, declinando 5,1% no período, o menor índice desde mai/09 (103,0), enquanto em ago/13 atingiu 118,6 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE), que afere as expectativas em relação aos meses futuros, passou de 101,2 em jul/14 para 100,1 pontos em agosto, um decréscimo de 1,1%, menor nível desde mar/09 (97,6 pontos), e chegou a 110,1 pontos em ago/13.

De acordo com a Sondagem de Expectativas do Consumidor, da FGV/IBRE, de ago/14, “O indicador que mede o grau de satisfação dos consumidores com a economia no momento recuou 13,6% em relação a julho, ao passar de 75,7 para 65,4 pontos, pior resultado desde abril de 2009 (56,5). A proporção de consumidores que avaliam a situação como boa diminuiu de 16,7% para 12,5%, enquanto a dos que a julgam ruim aumentou de 41% para 47,1%.”

Quanto às expectativas para os próximos meses, as previsões dos consumidores também foram pessimistas a respeito da economia. O indicador que aferea o grau de otimismo com a economia declinou 3,9%, atingindo 90,8 pontos, enquanto a parcela de consumidores estimando melhora caiu de 22,9% para 22,1%, e a dos que projetam piora subiu de 28,4% para 30,3% (+1,9 p.p.).

Portanto, a insatisfação do brasileiro com relação ao mercado de trabalho derrubou o ICC em ago/14 ante o mês anterior. A análise desfavorável sobre o ritmo atual de abertura de vagas pressionou negativamente a avaliação do consumidor brasileiro a respeito da economia como um todo. O desempenho do ICC no período jun-jul/14 decorreu dos efeitos benéficos da Copa do Mundo, e que agora o impacto do evento inexiste. Entretanto, o atual cenário econômico desfavorável pode pressionar negativamente os indicadores futuros do ICC.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante, Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do BACEN. Acessar www.ravecofinancas.com.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

EXPECTATIVAS DO MERCADO PARA 2014/2015
Consultor Régis Varão/¹

As projeções semanais para as principais variáveis macroeconômicas divulgadas no Boletim Focus do Banco Central (BCB) referentes a 22.8.14, novamente apresentaram poucas alterações quando comparadas às divulgadas na semana anterior, e pioraram quanto às de igual período de 2013, conforme descrito a seguir:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): no Boletim Focus de 22.8.14 a expectativa do mercado quanto à elevação do IPCA para 2014 é de 6,27%, ante 6,25% da semana anterior, e de 5,84% observada no boletim de 23.8.13. Para 2015, o último Focus indica projeção de 6,28%, ante 6,25% da semana anterior;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): no último Focus, a projeção do índice para 2014 está em 3,63%, e o boletim de 15.8.14 indica elevação de 3,89%, enquanto há um ano registrava alta de 5,57%. Para 2015, os dois últimos boletins mantém inalterada em 5,50% a variação do índice;

(c) Taxa de Câmbio - fim de período (R$/U$): nos dois últimos boletins, a expectativa para o indicador em 2014 e 2015, mantém-se inalterada em R$/U$2,35 e em R$/U$2,50, respectivamente. Projeção divulgada no Focus de 23.8.13, para 2014, indica R$/U$2,38, não constando, naquele documento, projeção para 2015;

(d) Taxa Selic - fim de período (% a.a.): de acordo com o Focus de 22.8.14, para 2014 e 2015, as projeções do mercado indicam 11% a.a. e 12% a.a., respectivamente, enquanto no boletim anterior a expectativa para este ano está em 11%, e em 11,75% a.a. para 2015. O boletim de 23.8.13 aponta 9,50% a.a. para 2014, não constando, no documento, projeção para o próximo ano;

(e) Produto Interno Bruto (PIB): as expectativas do mercado para o crescimento do PIB em 2014 continuam se deteriorando. O Focus de 31.1.14 apontava para alta de 1,91% em 2014, em 30.5.14 cai para 1,50%, e a partir de 18.7.14 (+0,97%) fica abaixo de 1%. O boletim de 22.8.14 indica alta de 0,70% e 1,20% para o PIB em 2014 e em 2015, respectivamente. A piora nas expectativas quanto ao desempenho do indicador este ano já contamina as projeções para o próximo ano, que passou de +1,50% em 1.8.14, para +1,20% nos três últimos boletins. As expectativas divulgadas para a produção industrial para 2014, também têm sido de declínio. O Focus de 3.1.14 aponta alta de 2,20%, em 30.5.14 cai para 1,24%, e atinge (-0,14% em 20.6.14, chegando em 22.8.14 a -1,76%. Esse pessimismo pode conduzir a mais reduções nas projeções do PIB nos próximos boletins;

(f) Balança Comercial (U$ Bilhões): as projeções do Focus divulgadas em 22.8.14, comparadas às da semana anterior, apontam elevação no superávit, passando de U$2 bilhões para U$2,5 bi em 2014, enquanto para 2015 mantém-se inalterada em U$8 bilhões. Há um ano, a projeção de superávit para 2014 estava em U$9, não constando projeção, naquela data, para 2015.

O mercado vem fazendo as correções nas expectativas de crescimento do PIB e de outras variáveis macroeconômicas, demonstrando que as medidas adotadas pelo governo, até o momento, não tem contribuído para alterar o quadro de pessimismo instalado no País, agora contaminado, nas últimas semanas, pelo processo eleitoral em andamento.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante, Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do BACEN. Site www.ravecofinancas.com.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

CHEQUES DEVOLVIDOS BATEM RECORDE
Consultor Régis Varão/¹

A inadimplência com cheques atingiu em julho deste ano o maior nível desde o início da série coletada pela Serasa Experian. Essa instituição elabora o Indicador Serasa Experian de Cheques Sem Fundos (ISECSF), que consiste em pesquisa mensal a respeito da quantidade de cheques devolvidos por insuficiência de fundos em relação ao montante total dos cheques compensados.

No acumulado do período jan-jul/14, o percentual de devolução dos cheques por insuficiência de fundos atingiu 2,11%, ante 2,07% observado em igual período de 2013. Nos primeiros sete meses de 2014 foram devolvidos 9,3 milhões de cheques, para um total de 441,7 milhões compensados, enquanto em igual período de 2013 foram devolvidos 10,1 milhões para 489,7 milhões de cheques compensados, respectivamente.

Em jul/14 registrou elevação de 2,24% de cheques devolvidos por falta de fundos, tendo sido naquele mês 1,4 milhão para 63,3 milhões de compensados. No mês anterior o percentual de devolvidos atingiu 1,92% (1,2 milhão de documentos) para 61,6 milhões de compensados. Há um ano (jul/13) o percentual de cheques devolvidos sem fundos chegou a 2,03% (1,5 milhão de cheques) para 73,4 milhões compensados, segundo o ISECSF. Cabe ressaltar, no entanto, que o recorde anterior para o mês de julho, foi em 2009 quando atingiu 2,21%.

O endividamento da população vem crescendo a cada mês, e segundo economistas da Serasa, a elevada inadimplência revela uma maior dificuldade que o consumidor brasileiro está tendo para honrar seus compromissos financeiros no início deste segundo semestre.

Quanto às regiões, a Norte liderou o ranking, com 4,31% de cheques devolvidos, seguida do Nordeste com 4,27%, o Centro-Oeste em terceiro lugar com 3,07%, a região Sul com 2,08% e a Sudeste que apresentou o menor percentual (1,62%). Apenas o Sudeste e o Sul apresentaram percentual inferior ao apresentado para o País (2,11%).

Com relação aos estados, de acordo com a Serasa “Roraima liderou o ranking estadual dos cheques sem fundos nos primeiros sete meses de 2014, com 12,13% de devoluções.” Na sequência temos Amapá (10,52%), Sergipe (10,10%), Piauí (9,47%), Maranhão (8,53%), Acre (7,84%) e Rio Grande do Norte com 7%. Já os cinco estados, em ordem decrescente, com menor índice de cheques sem fundos foram: em primeiro lugar o Amazonas (1,15%), seguido por São Paulo (1,48%), Rio de Janeiro (1,54%), Mato Grosso do Sul (1,67%) e Minas Gerais (1,99%). Assim, todos esses estados apresentaram percentual inferior à média registrada para o País (2,11%).

Portanto, a elevação do percentual de devolução de cheques por insuficiência de fundos vem acontecendo a partir de mar/14, o que pode estar associado ao ritmo fraco da economia e ao mau desempenho observado em alguns indicadores da atividade econômica. Entretanto, a devolução pode aumentar nos próximos meses tendo em vista que a economia se encontra sem perspectivas de aquecer-se no curto e médio prazos.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante, Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do BACEN. Site www.ravecofinancas.com.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

DESOCUPAÇÃO EM JULHO
Consultor Régis Varão/¹

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os resultados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), para o mês de jul/14, referentes às regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife. A pesquisa é realizada mensalmente com seis regiões metropolitanas, inclui Porto Alegre e Salvador, mas por motivos de paralizações de servidores, os dados não estão disponíveis, procedendo a análise apenas das quatro metropolitanas listadas inicialmente.

A taxa de desocupação na região metropolitana de São Paulo (SP) atingiu +4,9% em jul/14, ante elevação de 5,1% observado no mês anterior e inferior em 0,90 p.p. quando comparada a jul/13.

O Rio de Janeiro (RJ) registrou variação positiva de 3,6% em jul/14, frente ao crescimento de 3,2% registrado em jun/14, e declinou 1,1 p.p. quando comparada a igual período de 2013. Na comparação anual, jul/14 contra jul/13, a taxa de desocupação verificada no RJ mostra queda de 1,1 p.p., duas das maiores quedas observadas entre as quatro regiões pesquisadas.

A metropolitana de Belo Horizonte (BH) apresentou crescimento de 4,1% em jul/14, ante alta de 3,9% verificada no mês anterior e declinou 0,2 p.p. frente a jul/13.

A desocupação observada na região metropolitana de Recife registrou alta de 6,6% em jul/14, ante incremento de 6,2% registrado no mês anterior e -1,1 p.p. quando comparada a jul/13. Na comparação anual, a taxa observada em Recife mostra queda de 1,1 p.p., igualando ao declínio da taxa observada no RJ.

Com relação à população desocupada (pessoas sem trabalho em busca de ocupação) as taxas observadas nas quatro regiões metropolitanas apresentaram estabilidade em jul/14 frente ao mês anterior. Em Recife e BH as taxas de desocupação mantiveram-se estáveis, mas cairam no RJ (-26,4%) e SP (-17,5%).

Quanto à população ocupada com carteira assinada no setor privado ficou estável nas quatro metropolitanas. Com relação a jul/13 apenas a metropolitana de BH (-5,2%) não registrou estabilidade. Já com relação aos empregos sem carteira assinada no setor privado, as quatro regiões mostraram estabilidade na comparação mensal, tendo São Paulo registrado variação de -19,4% na comparação anual.

Portanto, cabe ressaltar que a taxa de desocupação da metropolitana de Recife mantém-se elevada, embora na comparação anual tenha declinado 1,1 p.p. Por outro lado, o Rio de Janeiro continua com as menores taxas, e na comparação anual, registrou queda de 1,1 p.p. Na metropolitana de São Paulo também houve declínio significativo, na comparação anual, caindo entre jul/13 e jul/14 0,90 p.p.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante, Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do BACEN. Site www.ravecofinancas.com.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

EXPECTATIVAS DO MERCADO PARA 2014/2015
Consultor Régis Varão/¹

As projeções semanais para as principais variáveis macroeconômicas divulgadas no Boletim Focus do Banco Central (BCB) em 18.8.14, referentes a 15.8.14, apresentaram alterações quando comparadas às projeções do mercado divulgadas na semana imediatamente anterior e em igual período de 2013, conforme descrição abaixo:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): no Boletim Focus de 15.8.14 a expectativa do mercado quanto à elevação do IPCA para 2014 é de +6,25%, ante 6,26% da semana anterior, e de 5,80% observada no boletim de 16.8.13. No entanto, para 2015, a expectativa mantém-se inalterada em 6,25% nos dois últimos Focus;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): no Focus de 15.8.14, a projeção do índice para 2014 atinge 3,89%, enquanto no boletim da semana anterior registra variação positiva de 3,98%, e no Focus de 16.8.13 registra projeção de +5,50% para este ano. No boletim de 15.8.14, a projeção para 2015 mantém-se inalterada em 5,50%, quando comparada ao informado no boletim anterior;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): no boletim desta semana, ante os dados do Focus da semana anterior, a expectativa para este indicador em 2014 mantém-se inalterada em R$/U$2,35 e em R$/U$2,50, respectivamente, para o final de 2015, enquanto em 16.8.13 está em R$/U$2,35 para 2014, não constando projeção do indicador para 2015;

(d) Taxa Selic (% a.a.): a projeção para a Taxa Selic, em fim de período, de acordo com o Boletim Focus de 15.8.14 para o final de 2014, está em 11% a.a. e 11,75% a.a. para o final de 2015, enquanto o boletim de 8.8.14 apresenta a mesma taxa para este ano e 12% para 2015. O Focus de 16.8.13 aponta para uma taxa de 9,50% a.a. para 2014, ante 11% observado para este ano no relatório doze meses depois, uma variação de +1,50 p.p. no período;

(e) Produto Interno Bruto (PIB): a expectativa do mercado para o crescimento do PIB em 2014 continua se deteriorando ao longo das últimas semanas, tendo o Focus de 15.8.14 apontado variação positiva de 0,79%, ante crescimento de 0,81% observado no Focus de 8.8.14, e variação de +2,50% observada em 16.8.13. Em doze meses, a expectativa do mercado para o crescimento do PIB para este ano declinou 1,71 p.p. Com relação às projeções do mercado para o crescimento do PIB em 2015, os dois últimos Focus mantém inalterada em +1,20% a projeção para aquele ano. No Focus de 16.8.13 a projeção de crescimento do PIB para 2014 está em +2,50%, caindo 1,30 p.p. quando comparado ao boletim divulgado doze meses depois;

(f) Balança Comercial (U$ Bilhões): as projeções do Focus divulgadas em 15.8.14, comparadas às da semana anterior, apontam estabilidade do indicador com superávit de U$2 bilhões em 2014, enquanto para o ano seguinte cai de U$9 bi no Focus de 8.8.14 para U$8 bi no último Focus. No boletim de 16.8.13, a projeção de superávit está em U$8 bi para 2014, não constando projeção para o ano seguinte;

O mercado ao longo das últimas semanas vem fazendo as correções nas projeções de crescimento do PIB e das demais variáveis macroeconômicas, demonstrando que as medidas adotadas, até o momento, não tem apresentado efeito prático. O desempenho do PIB continua contaminado pelas expectativas dos principais agentes econômicos quanto à possibilidade do governo em dar estímulos efetivos e duradouros na economia, revertendo o quadro pessimista que reina na atual conjuntura econômica nacional, e contaminado, em grande parte, pelo processo eleitoral em curso.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante, Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do BACEN. Site www.ravecofinancas.com.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

PESQUISA MENSAL DE COMÉRCIO - JUNHO DE 2014
Consultor Régis Varão/¹

A Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), produz indicadores que permitem acompanhar o desempenho do comércio varejista e seus principais segmentos no mês. A pesquisa trabalha com uma amostra de 5.700 empresas com 20 ou mais pessoas ocupadas, e abrange dez grupos de atividades.

Em jun/14, o comércio varejista apresentou declínios de 0,7% para o volume de vendas e 0,2% para a receita nominal, ante o mês anterior, com ajuste sazonal. Na série referente ao volume de vendas, o resultado volta a ser negativo após incremento observado em mai/14. Quanto à receita de vendas temos registrado o primeiro mês negativo desde mai/12.

Nas demais comparações, tiradas das séries originais, sem ajuste sazonal, o setor varejista obteve, em termos de volume de vendas, acréscimos de aproximadamente 0,8% sobre jun/13, e de 4,2% e 4,9% no acumulado do período jan-jun/14 e dos últimos 12 meses, respectivamente. Para os mesmos indicadores, a receita nominal de vendas registrou variações positivas de 7,4%, 10,5% e de 11,4%, respectivamente.

Com relação ao comércio varejista ampliado, que contempla o varejo e as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, registrou, pelo segundo mês consecutivo, variação negativa tanto para o volume de vendas com -3,6%, quanto para a receita nominal com -3,4%, ambas as taxas em relação a mai/14, com ajuste sazonal. Comparando com jun/13, apresentou declínios de 6,1% para o volume de vendas e de 0,1% na receita nominal de vendas. Quanto às taxas acumuladas, as altas foram de 0,1% no período jan-jun/14 e de 1,9% nos últimos 12 meses, para o volume de vendas, e de 5,7% e 7,4% para a receita nominal, respectivamente.

Comparando o segundo trimestre de 2014 (2ºTri14) com o 1ºTri, observa-se redução no setor varejista, com a taxa passando de 4,5% para 4,0% e queda no varejo ampliado, de 2,1% para -1,8%. Das dez atividades, duas apresentaram resultado superior ao do trimestre anterior: Outros artigos de uso pessoal e doméstico passaram de 7,5% para 11,7% e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo de 2,6% para 4,4%. As outras atividades registraram variações inferiores ao trimestre anterior: Material de construção de 7,2% para -2,9%; Veículos, motos, partes, peças de -3,7% para -11,7%; Combustíveis, lubrificantes de 8,1% para 0,3%; Livros, jornais, revistas e papelaria de -3,7% para -8,7%; Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria passou de 12,6% para 7,8%; Equipamentos, material para escritório, informática e comunicação de -0,7% para -5,0%; Móveis e eletrodomésticos de 6,5% para 3,8% e Tecidos, vestuário e calçados de 0,4% para -1,7%.

O primeiro semestre de 2014 (1ºSem14) apresentou um crescimento de 4,2% em relação ao 1ºSem13, mas inferior ao do 2ºSem13, que atingiu +5,4%. Parte desse desempenho deve-se à redução no ritmo de crédito e as alíquotas de IPI mais elevadas incidentes em alguns produtos.

Em Jun/14, nove entre as dez atividades pesquisadas apresentaram decréscimos para o volume de vendas, com ajuste sazonal. Em ordem de relevância de taxas: Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo +0,6%; Outros artigos de uso pessoal e doméstico -0,5%; Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos -0,9%; Tecidos, vestuário e calçados -1,0%; Móveis e eletrodomésticos -2,0%; Combustíveis e lubrificantes -2,3%; Material de construção -3,9%; Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação -4,2%; Livros, jornais, revistas e papelaria -5,3%; e Veículos e motos, partes e peças com -12,9%.

Comparando jun/14 contra igual período de 2013, na série sem ajuste sazonal, quatro das oito atividades do setor varejista apresentaram crescimentos. Os resultados, por ordem de relevância foram: +7,9% para Outros artigos de uso pessoal e doméstico; +7,7% para Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria; +0,5% para Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; +0,1% para Móveis e eletrodomésticos; -12,1% para Livros, jornais, revistas e papelaria; -7,0% para Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação; -2,5% para Tecidos, vestuário e calçados; e -3,0% para Combustíveis e lubrificantes.

Outros artigos de uso pessoal e doméstico exerceram o maior impacto na formação da taxa do varejo, com variação de 7,9% no volume de vendas em relação a jun/13. Em termos acumulados, a taxa para o 1ºSem14 foi da ordem de 9,6% e para os últimos 12 meses, de 10,2%. Esta atividade, por englobar os segmentos de lojas de departamentos, ótica, joalheria, artigos esportivos, brinquedos etc, foi menos impactada pela redução da carga horária decorrente da Copa do Mundo. Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, ficou com a segunda maior participação na taxa geral do varejo, cresceu 7,7% ante jun/13, e taxas acumuladas de 10,1% no semestre e de 10,8% nos últimos 12 meses. O comportamento dos preços dos produtos farmacêuticos, que em 12 meses subiu 4,1% contra 6,5% do índice geral, segundo IPCA, são um dos principais fatores explicativos do desempenho positivo do segmento.

Em jun/14, o comércio varejista ampliado registrou em relação a mai/14 variação de -3,6% para o volume de vendas ajustados sazonalmente e de -6,1% ante jun/13. Este desempenho reflete, sobretudo, o comportamento das vendas de Veículos, motos, partes e peças, que apresentou redução de -12,9% ante mai/14 com ajuste sazonal, e -18,7% ante jun/13. A taxas acumuladas da atividade foram de -7,9% no período jan-jun/14 e -4,3% nos últimos 12 meses. Além da redução do número de dias úteis, o desempenho da atividade também foi influenciado pelo menor ritmo do crédito e pelo comprometimento da renda das famílias, provocando desaceleração do consumo.

Entre as 27 Unidades da Federação 17 apresentaram resultados positivos ante jun/13. Os destaques em variações positivas do volume de vendas: Acre +15,0%; Rondônia +9,9%; Roraima +9,1%; Paraíba +7,4%; e Ceará +7,2%. Quanto à participação na taxa geral do Comércio Varejista, destacaram-se: Rio de Janeiro +4,4%; Ceará +7,2%; Bahia +2,7%; Paraíba +7,4% e Maranhão com +6,2%.

Quanto ao varejo ampliado, entre as 27 Unidades da Federação 6 registraram desempenho positivos. As maiores variações no volume de vendas foram: Acre +5,1%, Paraíba +4,9%, Rondônia +4,2%; Minas Gerais +3,4% e Ceará com +2,8%. Em termos de impacto no resultado do setor, os destaques foram: Minas Gerais +3,4%; Ceará +2,8%; Paraíba +4,9%; Rondônia +4,2% e Acre com +5,1%. Ainda por estado, os resultados com ajuste sazonal para o volume de vendas indicam cinco estados com incrementos, na comparação mês/mês anterior: Paraíba +3,9%; Maranhão +1,6%; Rio de Janeiro +0,5%; Rondônia +0,2% e Roraima com +0,1%.

Portanto, o setor varejista caiu 0,7% em jun/14 nas vendas e 0,2% na receita ante o mês anterior, e apresentou o primeiro mês negativo desde mai/12, enquanto o varejo ampliado registrou declínios de 3,6% e 3,4% para vendas e receitas, na mesma base de comparação. Segmentos como Veículos, motos, partes e peças e Material de construção foram importantes para o desempenho negativo do varejo em jun/14, o que pode estar associado à elevação da taxa de juros e aumento da inadimplência nos últimos meses. O comportamento do varejo pode estar refletindo o desempenho da economia brasileira, o que pode ser observado nas consecutivas reduções semanais das expectativas de crescimento do PIB por parte do mercado, Boletim Focus do BCB, para 2014 e com projeção de fraco desempenho do indicador para o próximo ano.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante, Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do BACEN. Site www.ravecofinancas.com.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

EXPECTATIVAS DO MERCADO PARA 2014/2015
Consultor Régis Varão/¹

As projeções para as principais variáveis macroeconômicas divulgadas no Boletim Focus do Banco Central (BCB) em 11.8.14, referentes a 8.8.14, apresentaram alterações quando comparadas às projeções do mercado divulgadas na semana anterior e em igual período de 2013, conforme descrição abaixo:

(a) Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): no Focus de 8.8.14 a expectativa de elevação do IPCA para 2014 é 6,26%, ante 6,39% do boletim da semana anterior, e de 5,85% divulgado em 9.8.13. Para 2015, a expectativa sobe de 6,24% em 1.8.14 para 6,25% no último boletim;

(b) Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI): no boletim de 1.8.14, a projeção do índice para 2014 atinge 4,33%, enquanto no Focus desta semana registra variação positiva de 3,98%. No Focus de 8.8.14, a projeção para 2015 aponta variação positiva de 5,50%, ante 5,53% observado na boletim de 1.8.14;

(c) Taxa de Câmbio (R$/U$): no Focus desta semana, ante os dados do boletim divulgado na semana anterior, a expectativa para a taxa de câmbio mantém-se inalterada, em R$/U$2,35 e em R$/U$2,50, respectivamente, para o final de 2014 e 2015, enquanto em 9.8.13 está em R$/U$2,30 para 2014, não constando projeção do indicador para 2015;

(d) Taxa Selic (% a.a.): a projeção para a Taxa Selic, em fim de período, de acordo com o Focus de 8.8.14 para o final de 2014, está em 11% a.a. e 12% a.a. para o final de 2015, enquanto o boletim de 1.8.14 apresenta as mesmas taxas para os dois períodos. O Boletim Focus de 9.8.13 aponta para uma taxa de 9,25% a.a. para 2014, ante 11% observado para este ano no relatório de 8.8.14;

(e) Produto Interno Bruto (PIB): a expectativa do mercado para o crescimento do PIB para 2014 continua se deteriorando ao longo das últimas semanas, tendo o Focus de 8.8.14 apontado variação positiva de 0,81%, ante crescimento de 0,86% verificado no Focus da semana anterior. Com relação às expectativas do mercado para o crescimento do PIB em 2015, o Focus de 1.8.14 registra alta de 1,50%, declinando para +1,20% no boletim de 8.8.14, após várias semanas inalterado em 1,50%. No Focus de 9.8.13 a projeção de crescimento do PIB para 2014 está em 2,50%, caindo 1,69 p.p. no último boletim, para aquele período;

(f) Balança Comercial (U$ Bilhões): as projeções do Focus de 9.8.14 comparadas às da semana anterior, apontam estabilidade com superávit de U$2 bilhões para 2014, enquanto para o ano seguinte passa de U$8,50 bi no Focus de 1.8.14 para U$9 bi no último Focus, com alta de U$0,50 bi. No boletim de 9.8.13, a projeção de superávit está em U$8 bi para 2014, não constando projeção para o ano seguinte;

O mercado tem feito semanalmente as correções nas expectativas de crescimento do PIB, demonstrando que as medidas adotadas pelo governo pouco têm contribuído. O desempenho do PIB tem sido contaminado pelas expectativas negativas dos agentes econômicos quanto à possibilidade do governo em dar estímulos efetivos e duradouros na economia, revertendo o quadro pessimista que reina no atual cenário econômico nacional.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais e palestrante, Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do BACEN. Site www.ravecofinancas.com.