ÍNDICE DE CONFIANÇA DO CONSUMIDOR DA FGV
Consultor Régis Varão/¹
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC),
da Fundação Getúlio Vargas (FGV), atingiu 103 pontos em set/14, ante 102,3
pontos observados no mês anterior, e 113,8 pontos registrados em set/13. A alta
de 0,7% no entre ago/14 e setembro, vem após um crescimento de 3% em julho e um
decréscimo de 4,3% registrado em ago/14.
O relatório afirma que “após um período de queda
acentuada da confiança dos consumidores até maio, os resultados se tornaram
mais voláteis e por isso devem ser analisados com cautela.” Segundo Viviane
Seda, coordenadora da pesquisa da FGV/IBRE, a melhora do indicador em set/14,
deve-se à redução do pessimismo com a economia nos meses futuros provavelmente
relacionada a uma queda de incertezas com o término do período eleitoral.
Em setembro deste ano, a satisfação dos consumidores
com o momento atual caiu, enquanto as expectativas em relação aos meses futuros
tornaram-se menos pessimistas. O Índice da Situação Atual (ISA) atingiu 104,8
pontos em set/14, ante 107,2 pontos em agosto (queda de 2,2%), e atingiu o
maior nível nos últimos 14 meses em set/13 (120,6 pontos). O Índice de
Expectativas (IE) passou de 100,1 pontos em ago/14 para 102,2 pontos no mês
seguinte (alta de 2,1%), e atingiu 110,4 pontos em set/13. O registrando de
set/14 foi o melhor resultado do IE desde mai/14.
Ainda com relação a set/14, a avaliação negativa dos
consumidores com a situação econômica geral continua afetando a satisfação com
o momento atual. O indicador que afere o grau de satisfação dos consumidores
com a economia atual caiu 4% ante ago/14, chegando a 62,8 pontos, mantendo-se
no pior nível desde abr/09, quando atingiu 56,5 pontos. Por outro lado, a
proporção de consumidores que avaliam a situação como boa caiu de 12,5% para
11,8%, enquanto a dos que a julgam ruim subiu de 47,1% para 49%.
No que se refere às perspectivas futuras em relação
à economia, houve melhora, e o indicador que mede o grau de otimismo com a
economia, passou de 90,8 pontos para 95,5 pontos (melhor resultado desde
mar/14), elevação de 5,2% no bimestre ago-set/14. O percentual de consumidores
na expectativa de melhora cresceu de 21,1% para 23,7%, enquanto os que acreditam
em piora caiu de 30,3% para 28,2%.
Portanto, apesar de ter ocorrido pequena melhora no
ICC em set/14 (+0,7%), ainda está distante do resultado observado em igual
período de 2013 (113,8 pontos), o mesmo ocorrendo com o ISA, que está 15,8
pontos abaixo do indicador de set/13, e do IE que também está 8,2 pontos
inferior ao resultado observado há doze meses.
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