sábado, 25 de julho de 2015

CONFIANÇA DO EMPRESÁRIO INDUSTRIAL EM QUEDA
Régis Varão/¹

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) é uma pesquisa mensal divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O índice é elaborado a partir de uma amostra de 2.951 empresas: 1.159 pequenas, 1.116 médias e 676 grandes. O ICEI e seus componentes variam no intervalo 0 a 100 pontos, enquanto os valores superiores a 50 indicam expectativa otimista, os inferiores a 50 pontos, maior e mais disseminada é a falta de confiança.

Após três meses sem apresentar declínio, a confiança do empresário industrial voltou a cair. O ICEI de jul/15 atingiu 37,2 pontos, 1,7 pontos menor que o registrado no mês anterior. Com a queda, o índice voltou ao menor patamar da série histórica, 0,3 pontos abaixo do registrado em mar/15 (37,5 pontos), o recorde anterior. O índice encontra-se 9,2 pontos abaixo do registrado em julho de 2014 (46,4) e 18,7 pontos abaixo de sua média histórica.

Componentes do ICEI:

(a) Índice de Condições Atuais (ICA): o ICA caiu 2 pontos no período jun-jul/15, para 27,6 pontos (julho), o mais baixo da série. As avaliações das condições atuais tanto da empresa como da economia brasileira continuam negativas. O índice referente à economia brasileira voltou a situar-se abaixo de 20 pontos, enquanto o relativo à própria empresa recuou para o novo piso da série histórica;

(b) Índice de Expectativas (IE): o IE recuou 1,6 ponto em jul/15, ficando em 42,0 pontos, o que demonstra pessimismo quanto aos próximos seis meses. O pessimismo cresceu tanto com relação à economia brasileira como em relação à própria empresa, cujo índice atingiu o menor valor da série.

Os empresários por porte de empresa, região geográfica, segmento e setor industrial, iniciam o segundo semestre deste ano com queda do nível de confiança, o que é confirmado em parte, pelas estimativas que vem sendo realizadas pelo mercado (Boletim Focus).

Nos últimos dois meses finalizados em jul/15, houve queda na confiança para a maioria dos cortes da pesquisa, com poucas exceções. Quanto ao porte as empresas, enquanto empresários de pequenas e médias empresas mostraram elevação da falta de confiança, esta se manteve estável entre os empresários das grandes empresas. Com relação à região geográfica, houve queda na confiança em todas as regiões, exceto na região Norte do País, cujo índice oscilou dentro da margem de erro (queda de 0,7 ponto). Por outro lado, o maior decréscimo foi observado na região Sul com -2,8 pontos.

Portanto, o nível de confiança do empresariado industrial brasileiro vem caindo ao longo dos últimos meses, e essa percepção vem se disseminando pelo ambiente industrial no primeiro semestre de 2015.

¹/ Consultor de Finanças Pessoais, educador financeiro e palestrante com experiência em educação financeira, finanças pessoais, educação corporativa e conjuntura econômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, Bacharel em Direito, Professor Universitário e ex-servidor do Banco Central. Visite o site www.ravecofinancas.com.

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