CONFIANÇA
DO CONSUMIDOR RECUA EM JULHO
Régis
Varão/¹
O
Índice de Confiança do Consumidor (ICC)
da Fundação Getulio Vargas (FGV) caiu 0,3 ponto em jul/17 (82 pontos),
confirmando a tendência de queda indicada com o declínio de 1,9 ponto em jun/17.
De
acordo com Viviane Bittencourt, Coordenadora da Sondagem do Consumidor (FGV),
“A calibragem da confiança dos consumidores tem sido realizada principalmente
nos indicadores de expectativas. Enquanto a incerteza estiver elevada, o
consumidor deverá permanecer cauteloso na hora de assumir novos gastos de
consumo“.
Em
julho deste ano, houve piora tanto das avaliações sobre a situação atual quanto
das expectativas em relação a meses futuros. O Índice de Situação Atual (ISA) decresceu
0,4 ponto em jul/17 quando chegou a 69,7 pontos, o menor valor desde fev/17, e a
quarta queda consecutiva, ante 70,1 pontos observados em jun/17.
O
Índice de Expectativas (IE), outro componente do ICC, recuou -0,3 ponto em
jul/17 quando atingiu 91,4 pontos, sinalizando aumento do pessimismo em relação
à recuperação da economia.
O
ICC, por faixa de renda, apresentou o seguinte comportamento:
(a)
Até R$2.100,00: registrou elevação de 1,7 ponto em jul/17 ante o mês anterior;
(b)
Entre R$2.100,01 e R$4.800,00: o índice apresentou
incremento de 0,4 ponto em jul/17 ante junho;
(c)
Entre R$4.800,01 e R$9.600,00: houve declínio de 0,9 ponto na mesma base de
comparação;
(d)
Acima de R$9.600,00: foi registrado queda de 0,7 ponto em julho deste ano
frente ao mês anterior.
O
decréscimo observado na confiança dos consumidores foi determinado pela
persistência da tendência de piora entre os consumidores com maior poder de
compra (renda acima de R$4.800,00), enquanto nas faixas de renda inferiores a
R$4.800,00, o resultado verificado em jul/17 andou em direção oposta.
Portanto,
a queda do Índice de Confiança do Consumidor em julho deste ano foi
influenciada pela piora das perspectivas em relação ao desempenho da economia. Por
outro lado, a instabilidade política continua a contribuir negativamente para
esse resultado, não havendo sinalização de inversão de expectativas no curto
prazo.
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