terça-feira, 22 de agosto de 2017

CONFIANÇA DO CONSUMIDOR RECUA EM JULHO
Régis Varão/¹

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas (FGV) caiu 0,3 ponto em jul/17 (82 pontos), confirmando a tendência de queda indicada com o declínio de 1,9 ponto em jun/17.

De acordo com Viviane Bittencourt, Coordenadora da Sondagem do Consumidor (FGV), “A calibragem da confiança dos consumidores tem sido realizada principalmente nos indicadores de expectativas. Enquanto a incerteza estiver elevada, o consumidor deverá permanecer cauteloso na hora de assumir novos gastos de consumo“.

Em julho deste ano, houve piora tanto das avaliações sobre a situação atual quanto das expectativas em relação a meses futuros. O Índice de Situação Atual (ISA) decresceu 0,4 ponto em jul/17 quando chegou a 69,7 pontos, o menor valor desde fev/17, e a quarta queda consecutiva, ante 70,1 pontos observados em jun/17.

O Índice de Expectativas (IE), outro componente do ICC, recuou -0,3 ponto em jul/17 quando atingiu 91,4 pontos, sinalizando aumento do pessimismo em relação à recuperação da economia.

O ICC, por faixa de renda, apresentou o seguinte comportamento:

(a) Até R$2.100,00: registrou elevação de 1,7 ponto em jul/17 ante o mês anterior;
(b) Entre R$2.100,01 e R$4.800,00:  o índice apresentou incremento de 0,4 ponto em jul/17 ante junho;
(c) Entre R$4.800,01 e R$9.600,00: houve declínio de 0,9 ponto na mesma base de comparação;
(d) Acima de R$9.600,00: foi registrado queda de 0,7 ponto em julho deste ano frente ao mês anterior.

O decréscimo observado na confiança dos consumidores foi determinado pela persistência da tendência de piora entre os consumidores com maior poder de compra (renda acima de R$4.800,00), enquanto nas faixas de renda inferiores a R$4.800,00, o resultado verificado em jul/17 andou em direção oposta.

Portanto, a queda do Índice de Confiança do Consumidor em julho deste ano foi influenciada pela piora das perspectivas em relação ao desempenho da economia. Por outro lado, a instabilidade política continua a contribuir negativamente para esse resultado, não havendo sinalização de inversão de expectativas no curto prazo.

¹/ Coach Financeiro, especializado em finanças pessoais e desenvolvimento de pessoas; educador e planejador financeiro; palestrante de educação financeira, finanças pessoais, liderança e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, é bacharel em direito. Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.

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