sábado, 19 de agosto de 2017

CONFIANÇA DO EMPRESÁRIO INDUSTRIAL MELHORA
Régis Varão/¹

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da Confederação Nacional da Indústria (CNI), reflete o nível de confiança dos empresários industrias quanto à situação atual e as expectativas para os próximos seis meses. Os indicadores variam no intervalo entre 0 e 100, com os valores acima de 50 indicando melhora da situação ou expectativa otimista.

Em agosto deste ano, a confiança do empresário industrial apresentou crescimento, após dois meses de declínio. O ICEI atingiu 52,6 pontos em ago/17, elevação de 2 pontos ante jul/17. Assim, o índice se afastou da linha divisória de 50 pontos e melhorou quanto à confiança do empresariado.

Vale observar que, em jul/17, o indicador encontrava-se praticamente próximo dos 50 pontos, ou seja, não indicava confiança ou ausência dela. Embora tenha registrado crescimento em ago/17, o ICEI permanece inferior a sua média histórica de 54 pontos, mantendo-se em nível aquém do necessário para estimular o investimento na atividade industrial.

Com relação ao porte das empresas, temos o seguinte comportamento: (a) Grandes Empresas: apresentaram o melhor desempenho em ago/17 (54,5 pontos), ante 52,3 no mês anterior e 53,1 em ago/16; (b) Médias Empresas registraram o segundo melhor desempenho com 51,4 pontos em agosto deste ano, ante 49,6 pontos em jul/17 e 50,7 em agosto de 2016; (c) Pequenas Empresas: o índice registrou 50 pontos em ago/17, ante 47,9 no mês anterior, e 48,9 pontos em agosto do ano passado.

O ICEI aumentou no período jul-ago/17 basicamente devido à melhor avaliação do empresariado a respeito das condições atuais e das expectativas futuras, os dois componentes do índice:

(a) O Índice de Condições Atuais-ICA passou de 44,2 pontos em jul/17 para 46,5 pontos no mês seguinte. Com esse aumento, o índice voltou ao patamar registrado entre março e jun/17, período em que o índice oscilou entre 43 e 43,3 pontos. Cabe registrar que o valor de agosto foi o mais elevado em 2017.

Embora ainda abaixo da linha divisória (50 pontos), sinal de piora na percepção dos empresários quanto às condições correntes dos negócios, esse patamar não era atingido desde dez/13, quando o ICA registrou 46,8 pontos. Na comparação com ago/16, o índice registra crescimento de 4,3 pontos, e sobe 5,8 pontos na comparação com dez/16.

Com relação a percepção dos empresários, o ICA com relação à Economia Brasileira registrou 43,6 pontos em ago/17, ante 41,1 pontos em julho e 39,9 pontos observados em ago/16.

Já o ICA com relação à Empresa atingiu 48,2 pontos em agosto deste ano, frente a 45,9 pontos verificados no mês anterior, e 4,7 acima do valor observado em ago/16 (43,5 pontos). Na comparação anual foi a variação positiva mais elevada.

(b) Já o Índice de Expectativas-IE aumentou 2 pontos na comparação com jul/17 e alcançou 55,8 pontos em ago/17. O IE mostra otimismo do empresário para os próximos seis meses, embora ligeiramente menor do que o observado em ago/16 quando atingiu 56,2 pontos. Nessa comparação, o índice recua 0,4 ponto, mas na comparação com dez/16 (51,6 pontos) apresenta incremento de 4,2 pontos.

Com relação à expectativa dos empresários quanto à Economia Brasileira, o índice chegou a 51,2 pontos em ago/17, ante 47,9 pontos observado no mês anterior e 52,3 pontos registrados ago/16. Um declínio de 1,1 ponto na comparação anual.

Já com relação à expectativa dos empresários quanto à Empresa, o indicador atingiu 58,1 pontos em agosto deste ano, frente a 56,7 pontos verificados em jul/17, e -0,1 ponto abaixo do observado em ago/16 (58,2 pontos). Na comparação anual foi o menor declínio apresentado dos componentes do índice.

Portanto, houve uma melhora satisfatória no índice de confiança do empresário industrial em agosto de 2017, devido basicamente a avaliação da situação atual que melhorou tanto na comparação mensal quanto na anual, embora com relação às expectativas dos empresários, a melhora restringe-se à avaliação mensal.


¹/ Coach Financeiro, especializado em finanças pessoais e desenvolvimento de pessoas; educador e planejador financeiro; palestrante de educação financeira, finanças pessoais, liderança e conjuntura macroeconômica. Economista com mestrado e doutorado em economia, é bacharel em direito. Foi professor universitário durante vinte e três anos e servidor do Banco Central por 36 anos. Visite o site www.ravecofinancas.com.

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