INSEGURANÇA
REDUZ COMPETITIVIDADE DAS EMPRESAS
Régis
Varão/¹
A
Sondagem Especial (Segurança)-SE,
de julho desde ano, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria-CNI, indica que “a
falta de segurança contribui para reduzir a competitividade das empresas
brasileiras. Além dos custos diretos com roubos, furtos ou vandalismo, a
indústria também perde produtividade com o desvio de recursos produtivos para
atividades de segurança privada e seguros. A falta de segurança também impacta
decisões de investimento, prejudicando a economia brasileira como um todo”.
A
pesquisa aponta que uma em cada três empresas foi vítima de roubo, furto ou
vandalismo em 2016. Entre essas empresas, uma em cada quatro teve perdas
superiores a 0,5% do faturamento anual. Com relação ao setor industrial - extrativa,
transformação e construção -, a perda com roubo, furto ou vandalismo representa
cerca de 0,20% do faturamento bruto, o que contribui para elevar os custos do
setor e consequentemente reduzir a competitividade.
Essa
situação vem piorando nos últimos anos. Quase seis em cada dez empresários
industriais afirmam que, nos últimos três anos, os roubos, furtos e casos de
vandalismo pioraram na região onde se localizam suas empresas. Além das perdas
diretas com os crimes, mais de 50% das empresas industriais ainda incorrem em
custos com segurança privada e com seguros contra roubo e furto.
O
segmento industrial, em média, gasta 0,34% do faturamento com segurança privada
e 0,34% em despesas com seguros. Em 2016, a insegurança representou custos de cerca
de R$ 27 bilhões para o setor como um todo, somando perdas com roubos/furtos, vandalismo,
gastos com seguro e segurança privada. Esses crimes indiretamente impactam as
decisões de investimento, prejudicando a economia como um todo, afirmam os
empresários ouvidos na pesquisa.
As
empresas, por tamanho, vítimas de roubo, furto ou vandalismo em 2016, apresentaram
o seguinte comportamento: (a) Pequenas empresas: 26% foram vítimas desses crimes;
(b) Médias empresas: o percentual chega a 27%; (c) Grandes empresas: o
percentual sobe para 35%.
Entre
as empresas industriais, 31% sofreram esses tipos de crimes em 2016. Na extrativa,
o percentual chega a 36%, subindo para 38% na construção civil, e declina para
29% na indústria de transformação. Na construção aconteceram mais casos de
roubo e furto em canteiros de obras (em 79% das empresas), enquanto na extrativa,
40% das vítimas foram relativas a roubo, furto ou vandalismo, e na indústria de
transformação, os tipos de crime são igualmente distribuídos.
A
média de perdas para as empresas que foram vítimas desses crimes é de
aproximadamente 0,70% do faturamento anual, e a média para a indústria como um
todo é cerca de 0,19% do faturamento anual, o que é estimado em R$ 5,8 bilhões.
Entre
as empresas industriais, 55% afirmam ter utilizado serviços de segurança
privada em 2016, sendo a indústria extrativa a líder na contratação desse tipo
de serviço. Segundo o relatório da CNI, “Os seguros contra roubo ou furto
representaram mais de 1% do faturamento de cerca de uma em cada seis empresas
industriais que contrataram esses serviços em 2016. Entre as empresas que
contrataram seguros contra roubo ou furto, o gasto com esse serviço representou
0,63% de seu faturamento anual em 2016. A média total em relação ao faturamento
da indústria, considerando também as empresas que não contrataram seguros, foi
de cerca de 0,34%, ou R$10,8 bilhões”.
Portanto,
a falta de segurança pública no setor industrial brasileiro afeta não apenas o
bem estar da população, o empregado do setor e as finanças corporativas, mas
tem impacto negativo no crescimento da economia e no nível do emprego ao
reduzir a capacidade de investimentos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário