PERDEU
O EMPREGO, OBSERVE ESSAS DICAS!
Régis
Varão/¹
O Brasil enfrenta a maior crise sócio-político-econômica das últimas
décadas, com 13,5 milhões de pessoas desocupadas, taxa de desocupação em 13%,
segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE, inadimplência e endividamento das famílias elevados,
e com perspectivas nada promissoras no curto prazo.
O endividamento das famílias brasileiras apontado na Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), de
jun/17, atinge 56,4%, enquanto o
percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso está em 24,3%. O cartão
de crédito lidera o endividamento das famílias com 76,9% das preferências, seguido
por carnês de loja (15,2%), crédito pessoal (11,1%) e financiamento de carro
(10,1%). Embora os juros do crédito rotativo do cartão de crédito sejam os mais
elevados juros do setor financeiro, a falta de educação financeira do
brasileiro leva a esse absurdo tipo de preferência. Sob qualquer critério de
análise, os juros praticados pelo setor bancário nacional para os devedores de
cartão de crédito e cheque especial, são elevadíssimos. Sem exagero é quase uma
agiotagem permitida, tendo em vista que os bancos têm liberdade para cobrar
essas taxas.
A perda do
emprego, além de ser uma situação inesperada, elimina a principal fonte de
renda das famílias, com reflexos negativos no emocional do desempregado, exige
mudança de hábitos e mais que isso obriga quem perde o emprego a repensar sua
vida, isto é sua estrutura de gastos, e como resolverá os problemas financeiros
decorrentes do desemprego, como aluguel, empréstimos e financiamentos
bancários, despesas com educação de filhos, compras de supermercado, água, luz,
transporte etc.
É importante
conversar com a família, inclusive os filhos, e pensar no que será feito nos
meses seguintes, de modo que os recursos recebidos pela demissão sejam
priorizados para dívidas - se endividado - com juros mais elevados, e planeje
os gastos para os próximos meses, sempre priorizando prestação da casa, água,
luz, supermercado, educação e outras despesas realmente importantes.
Planeje os
próximos meses de maneira que os recursos durem no máximo até obter outro
emprego, que segundo as estatísticas apontam que o prazo de obtenção de
recolocação no mercado é de seis meses em média. Os recursos recebidos quando
da demissão podem dar uma noção errada de ter muito dinheiro, mas tenha muito
cuidado, todos os meses existem contas a pagar.
É importante
observar as dicas relacionadas a seguir, que poderão ser úteis para que os
recursos financeiros recebidos pela rescisão do contrato de trabalho dure o
maior tempo possível:
1. Reúna a
família, inclusive os filhos menores, e discuta os ajustes no orçamento considerando
a nova realidade. A receita nesse caso já está disponível, então relacione
todas as despesas fixas e as variáveis e após conhecer melhor a estrutura de
despesas, reduza o que puder e faça cortes quando necessário;
2. Você e
sua família devem mudar alguns hábitos e tenham consciência de que a mudança
será temporária. Internalize essa nova atitude, quanto maior for o esforço de
cada um, maiores serão os resultados;
3. Procure novas
alternativas de renda para suprir a falta do emprego. Reveja e discuta com sua
família as suas habilidades e pesquise diversas opções para ganhar dinheiro.
Nesse momento atual de sua vida, uma renda extra é importante. Comece por
atividades que estejam vinculadas às suas aptidões e habilidades, aquilo que
você faz de melhor e gosta de fazer. As mulheres têm preferência por venda de
roupas, bijuterias, sapatos, artesanato, comidas, cosméticos e outros itens de
catálogo. Já os homens costumam oferecer serviços quando buscam uma renda
extra, dar aulas, consertar coisas, ajudar em mudanças, serviços de
carpintaria, pedreiro, jardinagem e pintura, e os que tem hobby como fotografia
e música, podem trabalhar em casamento, festas etc;
4. Faça um
planejamento para as dívidas em atraso, e além de priorizar as mais caras (cartão
de crédito e cheque especial) tente renegociar com os credores para evitar o
acúmulo de parcelas vencidas e os efeitos da incidência de juros. Veja também como
estão os débitos com carnês de lojas, financiamento imobiliário, empréstimos bancários
e descarte rapidamente a utilização do que for desnecessário;
5. Elimine
as compras por impulso e antes de “tentar” comprar algo utilize a regra dos 3 SIM’s que leva a pessoa a se
fazer três perguntas: Eu preciso? Tenho
dinheiro? Tem que ser agora? Apenas uma resposta negativa já é suficiente
para não adquirir o bem ou serviço, e por último, fuja de promoções e
supérfluos;
6. Muitos cometem
equívocos ao pensar que pequenos valores não são importantes no total das despesas mensais. Um simples café
expresso de R$6,00, tomado todo dia custa R$180,00 ao mês, e atinge R$2.160,00
no ano, um lanche diário de R$9,00 custa R$270,00 ao mês e R$3.240,00 no ano.
Junte-se a eles o cigarro, a cerveja com os amigos, o cinema e temos um valor elevado
que pode fazer falta para comprar produtos necessários;
7. Ao sair
de casa saia alimentado, nunca vá a supermercado com fome, evite que o medo e a
ansiedade o façam tomar decisões equivocadas que podem levá-lo ao
endividamento. Programe suas compras, restrinja-se ao orçamento e evite
promoções. Observando isso tudo você evita que seu nome seja negativado.
Portanto, faça planejamento financeiro, fique
atento aos juros cobrados em empréstimos e financiamentos bancários, não pague
o valor mínimo da fatura do cartão de crédito, negocie o mais rápido possível
suas dívidas, busque alternativas fora do setor bancário para quitar as
dívidas, como reduzir gastos, economize todos os dias e seja um consumidor
consciente e não se lamente nunca, o desemprego pode bater na porta de qualquer
pessoa, logo, vá em frente e tente conseguir uma nova colocação. Se ficar em
casa descansando o emprego não vai a tua procura. Seja ativo e nunca desista.
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